Piolhos, Chatos, Ácaros – carrapato e sarna.

PIOLHO:

  • Pediculus capitis
  • Mais comuns em crianças
  • P. humanus: piolho do corpo
  • ovos nas fibras da roupa em contato com a pele
  • Muito sensível a mudanças de temperatura e umidade
  • Abandona seu hospedeiro quando ele está com febre ou quando morre
  • Vetor do tifo exantemático, causado por Rickettsia prowazekii
  • Tratamento e controle: troca e lavagem de roupas; uso de inseticidas (desabrigados, sem-teto).

Imagem12  Imagem13 Imagem14

CHATOS:

  • Pthirus pubis, o piolho do púbis ou chato
  • pêlos pubianos ou do períneo
  • também nos pêlos axilares e do resto do cor.

Imagem15

ÁCAROS:

Os ácaros são encontrados em todos os lugares, podendo ser de vida livre ou parasitas.

– Os de vida livre podem se alimentar de detritos, tais como matéria orgânica em decomposição) ou são predadores. Os parasitas se alimentam tanto de animais como plantas, sendo muitos deles transmissores de agentes causadores de doenças.

– Cerca de 35000 espécies de ácaros já foram descritas.

Ovo—-> Larva—>  Ninfa—>  Adulto

  • Morfologicamente os estágios de larva, ninfa e adulto se assemelham, exceto pela larva ter 3 pares de patas e as ninfas e adultos, 4 pares.
  • Sexos separados e dimórficos
  • Variação dos estágios dependendo do grupo de ácaro

Doenças transmitidas por ácaros:

Dermatoses

Ornithonyssus bacoti (roedores e homem)

Dermanyssus gallinae (aves e homem)

Pyemotis tritici (cereais e homem “Sarna dos cereais”)

Sarcoptes scabiei (homem “Sarna ou escabiose”

Tyrophagus putrescentiae (farinha e homem “Sarna dos especieiros)

Alergias respiratórias

Ácaros da família Pyroglyphidae.

Ex. Dermatophagoides farinae (poeira doméstica)

Imagem16

SARNA:

  • Sarcoptes scabiei
  • ácaros pequenos, de corpo mole
  • galerias na pele onde depositam os ovos
  • ciclo ovo-ovo: cerca de duas semanas
  • contágio: contato (pessoas doentes ou suas roupas)
  • as lesões geralmente nas dobras da pele
  • intenso prurido, que aumenta à noite
  • profilaxia: tratamento de toda a família.

Imagem17

Triatomíneos mais importantes na transmissão da doença de Chagas

BARBEIROS:

Triatoma infestans: principal vetor na América do Sul

Clima temperado e seco

Hábitat doméstico ou peridomiciliar

Cada repasto sangüíneo desencadeia a produção de ovos pela fêmea (fecundada ou não)

Panstrongylus e Rhodnius:  hábitos domiciliares e ambientes silvestres

Imagem11

Artrópodes de Importância Médica – DIPTERA!

Psychodidae: flebotomíneos

Simuliidae: borrachudos. Aproximadamente 1.000 espécies no mundo

Culicidae: pernilongos. Aproximadamente 3.000 espécies no mundo

Muscidae: moscas. Compreende as motucas, as moscas domésticas e a mosca tse-tse

Ceratopogonidae: mosquito pólvora

Tabanidae: moscas do gado e dos cavalos

                                                        Psychodidae: os flebotomíneos

Lutzomya: Novo Mundo

vetores de leishmanioses nas Américas

Bartonella baciliformes: bactéria desde erupções cutâneas benignas até anemia progressiva.

Imagem3

                                                          Simuliidae: os borrachudos

Transmissão de oncocercose nas Américas e na África

larvas aquáticas: água bem oxigenada.

Imagem4

                                                                 Culicidae: os pernilongos

Duas subfamílias de grande importância médica: Anophelinae   e   Culicinae.

Anofelinos:

Desenvolvimento em diferentes tipos de coleções de água – salobra, doce.

Adulto: hábitos noturnos ou crepusculares

Ciclo esporogônico completo de Plasmodium

Vetores mais importantes da malária no Brasil: An. darlingi, An. aquasalis e An. cruzi

Imagem6

Culicíneos:

Maior subfamília de mosquitos Culex e Aedes

Transmissão de importantes endemias: filariose linfática, febre amarela urbana e silvestre, dengue e outras arboviroses.

Culex quinquefasciatus: mosquito doméstico, altamente antropófilo, hábitos noturnos, transmissor da filariose linfática, desenvolvimento: água limpa ou poluída

Imagem7

Aedes aegypti: urbano e doméstica, altamente antropófilo, hábitos diurnos, principal transmissor da febre amarela urbana e do dengue, desenvolvimento: água limpa parada.

Imagem8

Muscidae: as moscas.

Motucas ou mutucas: algumas espécies são hospedeiras intermediárias da filária Loa Loa

Mosca doméstica: vetor mecânico de bactérias e vírus

Moscas do berne e varejeiras

Imagem9

Miíases: 

–Afecções produzidas pela presença de larvas de moscas em tecidos de animais vertebrados

–Larvas biontófagas, capazes de invadir tecidos sadios

–Larvas necrobiontófagas, invasoras de lesões preexistentes

Artrópodes:

Arthopoda é o filo mais bem sucedido e abundante do reino animal com cerca de 80% das espécies do planeta. Possuem cerca de 16.000 espécies hematófagas (19.000 espécies de vertebrados terrestres). Apresentam características comuns em plano corporal básico com corpos segmentados, esqueleto externo: exoesqueleto, apêndices articulados e simetria bilateral

Imagem4

CABEÇA:

  • cérebro
  • órgãos sensoriais
  • olhos (simples, compostos ou ambos)
  • antenas: órgãos de tato e gosto
  • peças bucais

Imagem5

PEÇAS BUCAIS:

variáveis em tamanho e forma; função sugadora ou mastigadora

Imagem7    Imagem6

COMPORTAMENTO DE ALIMENTAÇÃO DA FÊMEA:

Imagem8  Imagem9

Imagem10        Imagem11

Leishmania brasiliensis: protozoário flagelado

  • Moléstia: Leishmaniose, úlcera-de-bauru;
  • Sintomas: ulcerações da pele, necrose de tecidos conjuntivos;
  • Hospedeiro intermediário: Plebotomus (mosquito-palha); transmissão através de picada;
  • Profilaxia: destruição do inseto.

Em humanos, leishmaniose pode ser

  • Cutânea difusa
  • Cutâneo-mucosa
  • Visceral (calazar)
  • Cutânea

1.Forma cutânea difusa

Lesões: ulcerativas ou nodulares com tendência à cura espontânea ou que podem se disseminar por todo o tegumento subcutâneo. Parasitas reproduzem-se rapidamente na lesão. Parasitas reproduzem-se rapidamente na lesão.

Parasitas: ½ anterior do intestino do flebotomíneo

Espécies: Leishmania mexicana, L. amazonensis

cccccccc

  1. Forma muco-cutânea

Lesões: ulcerativas tegumentares com tendência à invasão  naso-buco-faríngea, causando mutilações. Parasitas reproduzem-se lentamente na lesão.

Parasitas: ½ posterior do intestino do flebotomíneo.

Espécies: Leishmania braziliensis, L. guyanensis, L. tropica

leishmaniose 1

3.Forma visceral ou calazar

Lesões: ulcerações superficiais tendem a desaparecer; acomete o fígado, baço e medula óssea pode evoluir para o óbito.

Espécies: Leishmania donovani, L. infantum, L. chagasi

ddddddddddd

Medidas de prevenção:

  • Uso de repelentes, telas de proteção
  • Tratamento de sintomáticos e assintomáticos em regiões com alta incidência de flebotomíneos
  • Tratamento/exterminação de animais domésticos infectados

Continuar lendo “Leishmania brasiliensis: protozoário flagelado”

FILO NEMATODA

Os Nematoda são considerados como o grupo mais rico em espécies e
mais abundante na face da Terra; estima-se a existência de mais de um milhão de espécies e somente 1% estão descritas; são encontrados como parasitos no interior de vegetais e animais vertebrados e invertebrados, e de vida livre em ambientes de água doce e marinha e na maioria dos ambientes terrestres; das 20.000 espécies descritas, 2.000 são fitoparasitas, 5.000 são parasitos de animais e 13.000 são de vida livre; as formas de vida livre podem ser encontras em todas as latitudes, graças a vários tipos de adaptações que lhes permite enfrentar desde o congelamento até o estresse hídrico; as formas parasitas são considerados pragas devido ao prejuízo causado na agropecuária; o conhecimento sobre os nematóides está concentrado nas formas parasitas, enquanto quase nada se conhece sobre as formas de vida livre; o compartilhamento entre espécies de nematóides de estruturas sensoriais características (anfídios e fasmídios), espículas copulatórias e poro excretor ventral sustentam a monofilia do grupo durante algum tempo os nematóides foram considerados uma classe dentro do filo Aschelminthes, que reunia outros pseudocelomados; há especialistas que consideram Aschelminthes um grupo artificial etodas as classes tem sido elevadas à categoria de filo hipóteses mais recentes sugerem que os Aschelminthes juntamente com os Onychophora, Tardigrada e Artropoda integram os Ecdysozoa (organismos que fazem ecdise); os nematóides geralmente têm tamanho bastante reduzido (cerca de 1mm), porém existes espécies gigantes com 17 metros, como por exemplo Placentonema gigantissima, encontrada na placenta de cachalotes; são dióicos (sexos separados), macho menor que as fêmeas com reprodução sexuada, fecundação interna, da embriogênese e desenvolvimento do no útero, postura de ovos, eclosão de juvenil; algumas espécies de parasitas necessitam de hospedeiro intermediário para completar ciclo de vida.
Morfologia Externa
– corpo com simetria bilateral, alongado e afilado em ambas
extremidades e amplo pseudoceloma;
– corpo revestido por uma cutícula não celular secretada pela epiderme;
– a cutícula apresenta alta resistência e impermeabilidade, representando
uma excelente adaptação contra a dessecação e as variações
ambientais (favorece a dispersão e a colonização de vários tipos de
ambientes);
– a cutícula recobre externamente todo o corpo e as porções inicial (boca
e faringe) e final (reto e cloaca) do trato digestivo;
– a cutícula pode ser lisa ou ornamentada (locomoção e cópula);
– a cutícula pode ser trocada (ecdise) durante o crescimento do corpo;
– trato digestivo é completo, boca com abertura circular rodeada por lábios
e/ou vários tipos de estruturas como cerdas e espinhos;
– a boca pode ser apical ou ventral;
– a região caudal, além de apresentar dimorfismo sexual, também apresenta
variações interespecíficas;
– na região caudal dos machos há a bursa copulatória, o disco adesivo préanal,
vários tipos de papilas, asas caudais e eventualmente uma cauda;
– nas fêmeas a abertura vaginal está na região mediana do corpo, pode
apresentar pregas circulares (vulva). A forma da vagina é característica
específica.
Morfologia Interna
– são pseudocelomados, triploblásticos e protostômicos
– uma cavidade ou cápsula bucal pode estar presente entre a abertura bucal e
a faringe;
– a faringe é muscular e funciona como uma bomba succionando
alimento;
– o intestino é um tubo formado formado por uma única camada de células,
estende-se sem alças até o reto;
– o reto nas fêmeas abre-se diretamente no ânus, nos machos o reto recebe
os produtos da reprodução, funcionando como uma cloaca;
– a cloaca apresenta dois cecos e as espículas copulatórias;
– a movimentação é feita pela contração de fibras musculares logitudinais
estriadas que atuam sobre o esqueleto hidrostático (cutícula e
pseudoceloma);
– processos citoplasmáticos estendem-se diretamente até os cordões
nervosos, sem a intervenção de fibras nervosas;
– o sistema nervoso tem um anel nervoso circum esofágico e diversos
cordões nervosos longitudinais (dorsal e ventral – são os maiores) estão
inseridos no cordão nervoso hipodérmico longitudinal;
– são ricos em órgãos dos sentidos (ocelos, papilas e setas sensitivas). As
papilas ocorrem principalmente ao redor da boca e na cauda dos machos.
Os anfídios (anteriores) e os fasmídios (posteriores) são órgãos
sensoriais (quimioreceptores) exclusivo dos nematóides;
– um anfídio está localizado em cada lado da cabeça. Compreendem uma
invaginação que se abre através de um poro em fenda ou canal em forma
de alça ou espiral na superfície da cutícula, com uma das extremidades
passando no interior da cutícula na forma de tubo. Os processos
sensoriais são cílios e têm função quimiorecptora;
– na região caudal ocorre os fasmídios ( mais desenvolvido nas formas
parasitas), também com função quimioreceptora;
– um par de ocelos está localizado em cada lado da faringe;
– a excreção (amônia) é realizada pela parede do corpo e intestino;
– a osmorregulação é feita pelo aparelho secretor-excretor (exclusivo dos
nematóides). Não existe protonefrídio nem nefrídio;
– o sistema secretor-excretor pode ser glandular ou tubular. O glandular
está associado aos nematóides marinhos, de vida livre e está relacionado
com a secreção de proteínas. O tubular é composto por canais
longitudinais que se conectam com cordões hipodérmicos laterais e com
um canal transversal que se abre por um canal curto ao poro excretor ;
– o aparelho reprodutor feminino compreende abertura vulvar, vagina,
ovoejetor, dois úteros (espermateca – parte superior do útero), dois
ovidutos e dois ovários diferenciados histologicamente numa zona
germinativa (oogônias) e outra de crescimento (oócitos);
– o aparelho reprodutor masculino compreende 1 ou 2 testículos
tubulares, ducto espermático, vesícula seminal, um ducto ejaculatório,
vesícula seminal, cloaca, um par de espículas copulatórias (abrem a
vagina para a entrada dos espermatozóides) ligadas ao gubernáculo.

kkkk

vv